Amor de Deus !!!
O mesmo Deus
que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio. A Bíblia nos diz que, ao
criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os
seres criados nenhuma criatura que o completasse.
E Deus
percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a). Então, disse ao
homem: “Eu vou dar-lhe uma auxiliadora que lhe seja idônea , alguém que seria
como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. e Retirou da costela “um pedaço”
do homem para criar a mulher
Nessa
linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita
da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança
de Deus” e Deus , para fazer a
mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu
calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas
companheira e auxiliar.
Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma
costela do homem” para fazer a mulher. Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis
agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne”... Foi, sem dúvida, a
primeira declaração de amor do universo.
Adão se sentiu feliz e completo em sua
carência. Então, Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para
se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne” isso quer dizer: serão
uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita.
E Jesus fez questão de
acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” Após uni-los, Deus
disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”
Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e
multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se
multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante
instituição da humanidade. A família é a célula principal do plano de Deus para
os homens e ela surge com o matrimônio.
É muito
significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida,
“multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento
mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem
antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se
educaram, não cresceram juntos?
O casamento
não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um
projeto sério de vida a dois, no qual cada um está comprometido em fazer o
outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia. Se a esposa não se torna melhor
por causa da presença do marido a seu lado, e vice-versa, então o casamento
deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade. Também um
namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for
para o outro um fermento de auxílio e crescimento.
Enfim, o
casamento não é para “curtirmos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para
vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir. É
por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim,
construir alguém querido.”
Para ajudar
o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades
e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho,
ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como
pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.


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